Irã diz que só aceita dialogar com Trump se EUA voltarem a fazer parte de acordo nuclear

Afirmação ocorreu após mandatário norte-americano dizer que está disposto, ‘sem pré-condições’, a se reunir com presidente do Irã; EUA abandonaram pacto em maio deste ano

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As autoridades iranianas responderam nesta terça-feira (31/07) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que só aceitarão dialogar com o mandatário caso os EUA retorne ao acordo nuclear iraniano.


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“O respeito à grande nação iraniana, a redução das hostilidades e o regresso dos EUA ao pacto melhoraria o atual caminho de obstáculos”, escreveu Hamid Aboutalebi, assessor do presidente do Irã, Hassan Rouhani, em sua conta no Twitter.

“Os que veem o diálogo como um método para resolver as diferenças também devem respeitar as suas ferramentas”, acrescentou. A afirmação ocorreu após o mandatário norte-americano ter afirmado, nesta segunda (30/07), que está disposto a se reunir com Rouhani, “sem pré-condições”, para discutir como melhorar os laços entre os dois países.  

Wikimedia Commons

Trump afirmou nesta segunda (30/07) que está disposto a se reunir com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, "sem pré-condições"

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Qasemi, também se pronunciou sobre Trump. Segundo ele, “depois da saída ilegal dos EUA do acordo, das suas políticas hostis e das suas pressões econômicas à nação iraniana” a possibilidade de um diálogo não contempla a agenda política do Irã.

Nas últimas semanas, o Irã endureceu o discurso contra Washington. No domingo (29/07), o ministro das Relações Exteriores afirmou que os EUA desenvolveram “o hábito pernicioso de impor sanções”. “Consideramos que o mundo chegou à conclusão de que os EUA necessitavam vencer sua dependência das sanções”, afirmou.

Relações desgastadas

A relação entre o Irã e os EUA começou a se deteriorar após Trump assumir a presidência, o que se acentuou com o anúncio feito pelo mandatário norte-americano da saída dos Estados Unidos do acordo nuclear, contrariando pedidos dos demais signatários.

O pacto, assinado pelo chamado Grupo 5+1 (EUA, Rússia, Reino Unido, França, China e Alemanha) foi criado no intuito de limitar o programa nuclear iraniano. Em troca, os países aliviaram as sanções impostas a Teerã.

Com a saída dos Estados Unidos, as sanções contra o Irã voltaram a ser aplicadas. Os demais signatários se mantiveram no acordo e afirmam que Teerã cumpre com a sua parte no acordo.

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