Cinco problemas sociais que as meninas indígenas têm que enfrentar no México

Num universo de 15,7 milhões de indígenas, meninas são obrigadas a conviver com diversas mazelas sociais

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No México, existem mais de 207 mil meninas que só falam a língua indígena e não sabem ler nem escrever. No meio de 15,7 milhões de pessoas que se consideram indígenas no país, as crianças, sobretudo as meninas, sofrem com alguns problemas crônicos de uma sociedade que continua a marginalizar certos setores da população. O site mexicano Vértigo Político elencou alguns deles a seguir:


Entre as meninas indígenas, a gravidez precoce é três vezes maior do que na população em geral
[imagem via Vértigo Político]

1.) Exploração sexual
Com frequência, as índias mexicanas são vítimas da violência sexual. Elas são vendidas, prostituídas e obrigadas a contrair matrimônio prematuramente, sem que haja interferência das autoridades locais.

2.) Violência familiar
De acordo com estudos, mulheres e crianças padecem de maior violência nas relações intrafamiliares em tribos indígenas. Em muitos casos, as agressões estão relacionadas ao alcoolismo nas comunidades indígenas. Em pesquisas com algumas crianças, disseram que “os homens bebem muito e é aí que agem de maneira mais violenta”.

3.) Gravidez precoce
A quantidade de crianças e adolescentes que tiveram um filho é quase três vezes maior nas comunidades indígenas do que na população em geral.

4.) Discriminação
“O vestido que uso é o traje da minha comunidade, o vestido mazahua. Gosto de me vestir assim, mas me discriminam quando eu o uso”, conta Edith, uma criança indígena de 7 anos de idade.

5.) Mortalidade mais alta
Entre meninas e meninos indígenas, o índice de mortalidade é 62,8% maior que o da população indígena como um todo. Além disso, entre os povos indígenas, a taxa de mortalidade de bebês de até um ano de idade é de 228 a cada 10 mil pessoas. Na população não indígena, a taxa cai para 140 mortes a cada 10 mil habitantes.

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