Amigos!
Amelinha e César em entrevista à Causa Operária TV.

O companheiro Cesar Augusto Teles fez a Grande Viagem e já se encontra nos Verdes e Floridos Campos de Valhalla onde confraterniza com outros guerreiros, seus pares.

Nosso carinho e solidariedade à Amelinha, à Janaína, ao Edson, aos outros familiares e amigos.

Cesar Augusto Teles, PRESENTE!

Segue nota do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ

Eli Eliete

Cesar Augusto Teles

O GTNM/RJ comunica, com grande pesar, o falecimento do companheiro, César Augusto Teles, ocorrido ontem (28/12/2015), em São Paulo.

César foi militante do PC do B, onde ingressou no movimento de estudantes secundaristas de Belo Horizonte, nos idos de 1963.

Foi preso à época da Guerrilha do Araguaia, junto com sua companheira Maria Amélia; com os filhos Janaína com cinco anos e Edson com quatro; a cunhada Criméia grávida de oito meses e com Carlos Nicolau Danieli membro do Comitê Central do PC do B e assassinado logo após a prisão. Os filhos presenciaram os pais sendo torturados pelos agentes da repressão.

Era responsável pela imprensa clandestina do PC do B, que funcionava em sua casa, no período ditatorial.

Após a Anistia por não concordar com as posições políticas adotadas pelo Partido, assim como a expulsão de sua companheira, deixou a militância partidária.  

Ingressou juntamente com toda a família com ação declaratória contra Carlos Alberto Brilhante Ustra, com a finalidade de que a justiça declarasse o coronel como torturador, o que ocorreu em 2008, quando a ação foi julgada. Foi uma decisão inédita do Tribunal de Justiça de São Paulo, que responsabilizou Ustra por suas ações durante a ditadura civil-militar.

Entrevistado pelo jornal Valor Econômico, César declarou:

“Ninguém propôs a lei da anistia para anistiar os torturadores, só o Supremo Tribunal Federal resolveu achar isso. A lei tem que ser interpretada corretamente”.

César morreu vítima de seqüelas deixadas pela tortura: era diabético, hipertenso e com graves problemas pulmonares.

O enterro foi realizado no dia 12 de dezembro de 2015 às 15h30min, no cemitério de Vila Formosa/SP.

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Tortura Nunca Mais