Nessa Europa submissa diante dos EUA, uma voz de bom senso se fez ouvir. Angela Merkel, chanceler alemã, negou-se a apoiar a ofensiva do presidente estadunidense Donald Trump contra a Síria.

Ao mesmo tempo, Emmanuel Macron, o presidente francês liberal a serviço do capital financeiro, apressou-se a manifestar seu apoio a Trump.

A agressão à Síria remete à guerra do Iraque iniciada com o pretexto de que Saddam Hussein teria armas de destruição em massa. Hoje todos sabemos foi uma mentira de Bush e da Inteligência estadunidense.

Agora acusam Assad de ter utilizado armas químicas contra a população civil sem nenhuma prova concreta. Outra mentira para justificar outra guerra.

A Síria e a Rússia comprovaram que havia uma fábrica de gás venenoso na área ocupada pelo Estado Islâmico e que a destruíram após ter derrotado as forças fundamentalistas.

O que preocupa agora, são os pronunciamentos erráticos do Trump, pondo o mundo em tensão novamente.

Veja se não é errático e perigoso: Em 4 de abril (2018), Trump ordenou que o Pentágono retirasse todos os efetivos combatendo na Síria. Antes, tinha anunciado que sua vontade era deixar o problema para os outros. Lembram?

Sete dias depois, em 11 de abril, os EUA mandaram para a costa da Síria uma esquadra com maior poder de fogo que qualquer país de Nossa América. O porta-aviões Harry S. Truman, de 332 metros de comprimento, 90 aviões de combate, 5.600 combatentes. Como se não bastasse, a esquadra é completada com o Cruzador Normandy, sete destróieres lançadores de mísseis, carregados com mais de 600 mísseis inteligentes BGM Tomahawk.

O que vão fazer? Despejar uma chuva de mísseis, muito maior do que fizeram no Iraque?

Vão apagar a Síria do mapa?

Se espera que os povos do mundo manifestem indignação com mais esse ato de guerra dos EUA. Manifestações exigido que as Nações Unidas reconheçam que se trata de uma ameaça real à paz e exija a retirada da Armada de Trump do Mediterrâneo.

Revista Diálogos do Sul