Após a decisão de Teori Zavaski, de suspender a operação da Polícia Federal nas dependências do Senado Federal, recompõem-se um pouco o equilíbrio da independência dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

João Vicente Goulart*

Já estava na hora de alguém levantar a voz, e Renan Calheiros tem razão quando protestou publicamente da medida de um juiz de primeira instância, que mandou invadir e prender policiais nas dependências do Senado Federal confiscando equipamentos daquele poder da Republica como se tudo isso fosse normal; principalmente nos dias de hoje quando a justiça “pode tudo”.

Isto está acontecendo principalmente após o golpe parlamentar na Constituição brasileira, pois os três poderes vem extrapolando em medidas totalitárias, produzindo um excesso de medidas punitivas a sociedade brasileira, oriundas de governos de fato, como o exemplo da operação Lava-Jato, em que os instrumentos judiciais e as medidas tomadas, são do tipo “não tenho provas, mas tenho convicção”, formam a jurisprudência do “domínio do fato”.

O “juizeco” tem agora dez dias para explicar o porquê tomou tal medida contra um poder da Nação, sem comunicar o Supremo Tribunal Federal, que em tese seria a única instituição, poder máximo da justiça brasileira, a ter prerrogativas para tal atitude.

Amanhã teremos a cúpula dos poderes reunida, convocada pelo atual e ilegítimo presidente da República, também citado várias vezes na Operação Lava-Jato e que vem sendo humilhado no exterior como um governo golpista que não representa a vontade soberana do povo brasileiro, tentar pacificar e unir as divergências entre os poderes constituídos, mesmo sabendo que já está fazendo agua a sua canoa como governo.

Com certeza, não estará presente na reunião, o “chefete de polícia”, que já está incomodando o Presidente do Congresso Nacional, pois essa presença do ministro que representa a justiça no governo, impossibilitaria a fumaça branca.

Renan tem razão: alguém tem que berrar pela “violação de competência”.

João Vicente Goulart.
Diretor IPG-Instituto João Goulart.

“O juizeco e o chefete”: Renan tinha razão.
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